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O novo modelo que está sendo alinhado pelo Governo para a previdência privada complementar pode abrir um amplo campo de novos negócios para os corretores de seguros. O ponto de partida será a fusão entre a Susep e a Previc, prevista para 2020, que dará origem a uma superagência reguladora. “No momento em que falamos de um mundo sem fronteiras, não faz sentido discutir previdência aberta ou fechada e, sim, uma convergência”, afirmou a superintendente da Susep, Solange Vieira, em entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, após ministrar palestra no congresso da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), entidade que representa os fundos de pensão.

A boa notícia para o corretor de seguros é a decisão do Governo de elaborar normas equânimes para o setor de previdência complementar. Segundo Solange Vieira, o modelo que surgirá vai incentivar uma maior competitividade entre os setores, com a implementação, de fato, da portabilidade.

No contexto atual, é muito mais dispendioso para um participante manter um plano de previdência fechado, cujo custo médio mensal chega a R$ 100,00. Na previdência aberta, esse valor médio gira em torno de R$ 40,00.

De acordo com a superintendente da Susep, o Brasil administra mal o sistema previdenciário. “O sistema complementar acumula R$ 2 trilhões de poupança. Do lado de lá (Previdência Social), temos uma torneira de gastos de R$ 500 bilhões com déficit, que não acumula recursos. Está na hora de se começar a pensar as regras de incentivo”, assinalou Solange Vieira, que irá comandar a nova agência reguladora.

Para ela, é preciso haver uma estrutura de incentivo tributário focada em alongar prazos. “Vamos ter de conversar com as entidades abertas a esse respeito”, adiantou.

 

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